‘Ponto de Encontro’ 2026,
bianca turner
instalação audiovisual
1h46′, 2026
Exposição de longa duração “Ditadura nunca mais”
Memorial da Resistência de São Paulo
A elaboração coletiva de memórias traumáticas envolve processos sensíveis de acolhimento, mediação e escuta. Nesse contexto insere-se a instalação audiovisual Ponto de Encontro (2026,1h46), de minha autoria para a exposição de longa duração Ditadura Nunca Mais: memórias de repressão e resistência políticas, no Memorial da Resistência de São Paulo.
A obra reúne trechos de 66 testemunhos provenientes de três programas da Coleta Regular de Testemunhos da instituição — Memórias da Ditadura Civil-Militar, Memórias da Violência na Democracia e Memórias à Margem: ordem social e normatividade na ditadura. Distribuída em nove telas de vídeoprojeção mapeada em formato circular, a edição dos depoimentos é disposta como uma assembleia audiovisual.
Durante a montagem de cerca de 180 horas de material, os silêncios registrados nas perguntas das entrevistadoras foram preservados e reorganizados em múltiplas telas, de modo que, enquanto um depoente fala, os demais permanecem em silêncio, produzindo uma experiência deescuta compartilhada, junto com o público, que ocupa o mesmo espaço das imagens.
CC BY-NC-ND (Atribuição-NãoComercial-NãoDerivado):
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