Ensaio fotográfico feito em Belterra, Pará, e publicado no site do
•@jornalistaslivres a convite do @satodobrasil
O carcará não é, taxonomicamente, uma águia e sim um parente distante dos falcões. Diferentemente destes, no entanto, não é um predador especializado e sim um generalista e oportunista.
Um casal de carcarás pode ser visto próximo dos humanos, por exemplo, numa área de atividade agrícola, mais especificamente, chegando a alguns metros distante de um trator que esteja arando terra, à espera de uma oportunidade de encontrar insetos e outros eventuais animais que inevitavelmente se tornam visíveis a essas aves predadoras.
Vive solitário, aos pares ou em grupos, beneficiando-se da conversão da floresta em áreas de pastagem, como acontece no Pará. Pousa em árvores ou cercas, sendo frequentemente observado no chão, junto à queimadas e ao longo de estradas.
Na região de Belterra, no estado do Pará, por muitas centenas de quilometros quadrados, eles são a única especie com vida que se ve, em meio ao desmatamento desenfreado que ocorre acompanhando a Rodovia 163.
Além das sonoridades dos carcarás, as conversas que se podem ouvir nessa região, saindo das bocas de homens brancos encamisados, negociam 100 mil hectares de terra, a venda por R$1400 o hectare, terra que é parte de uma fazenda com 1000 hectares abertos ja”. E segue:
“Desembargador está operando aqui….virá a Anistia de reserva… enquanto isso estamos abrindo.”
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