Com Eugênio Lima, Jairo Pereira e Marina Campanatti
Junho 2023
Biblioteca de Alcântara – Lisboa, Portugal
Nosso desejo foi criar uma performance que caminhe em direção a descolonização dos corpos e que nos lancem a outros devires, unindo elementos, narrativas e presenças das culturas negras e indígenas existentes em solo amefricano, para formar um novo léxico político e, nesse caminho, criar diálogos em uma terra comum.
Sobre a Performance :
A ideia é construir uma ocupação performática sonora e visual, de duração em torno de 30 minutos, com projeções da artista Bianca Turner, textos do Coletivo Legítima Defesa e os sets do DJ Eugênio Lima, criada a partir de uma visão expandida do conceito de Amefricanidade. Uma performance áudio visual que tenha uma matriz dialética na sua dramaturgia cênica, que se fundamenta em uma narrativa épica/ fantástica, presentes nos levantes históricos, nas cosmovisões e nas narrativas negras e indígenas incluindo as diferentes práticas rituais e literaturas orais existentes no Brasil.
As imagens projetadas, assim como as sonoridades tocadas na performance são o resultado da colaboração e da pesquisa visual de Bianca Turner e Eugênio Lima desde 2019, que resultaram na video projeção e da trilha sonora dos espetáculos ‘Black Brecht : e se Brecht fosse Negro?’ (2019), e ‘Améfrica em 3 atos’ (2022), assim como na performance Améfrica Mixtape (2022), na colaboração com Neo Muyanga na performance ‘a maze in Grace’ (2020) e em ‘Cartografias Insurgentes’, performance online de audiovisual reativo.
CC BY-NC-ND (Atribuição-NãoComercial-NãoDerivado):
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