Criada por Joana Gomes Martins e Bianca Turner, a peça debruça-se sobre a arte e o processo artístico das obras do Museu Nacional Grão Vasco.
Em “Dupla Fenda“ procuramos abrir caminho por entre as lacunas de obras e estudos do Museu Nacional Grão Vasco. Procuramos nas zonas virgens do que não foi terminado, nas amputações, nas rasuras, no desbotado, nas brechas onde se pode olhar, espreitar e fabular o real.
Escavando imaginários e identidades estéticas diversas, exploramos o “processo” e o que habita nesse espaço intermédio, a prática artística em contraponto ao objeto acabado. Recorrendo ao videomapping e à performance dos corpos, reimaginamos o processo do artista, mergulhando em espaços misteriosos, sagrados e liminares para tentar uma ressignificação das obras deste museu.
Estivemos por uma semana no Museu, e a partir de obras que nos chamaram a atenção (por exemplo a primeira representação de um indígena Tupinambá na europa, em pintura feita em 1502, retratando os 3 Reis do Oriente), escrevemos um texto, que é escutado em fones, enquanto conduzimos uma visita guiada ao Museu.
Buscando ressignifcar o passado e abrir lacunas, indagamos : “
Numa livre interpretação sobre a experiência (da física quântica) da “dupla fenda”, podemos entender que a presença de um observador – ou de um visitante, neste caso – altera a situação por si só.
Seguindo esta lógica, poderemos imaginar que as obras presentes num museu, quando visitadas, se comportam de forma diferente, ou seja, que atuam ou performam para esse observador?”
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